Olá galerinha, tudo bem com vocês?! Hoje trago um livrinho que estava muito ansioso desde que foi anunciado, e agora com uma tradução impecável da Viviane Diniz pela Intrínseca, preparados?

De férias em Nova York, Arthur está determinado a viver uma aventura digna de um musical da Broadway antes de voltar para casa. Já Ben acabou de terminar seu primeiro relacionamento, e tudo o que mais quer é se livrar da caixa com todas as lembranças do ex-namorado.

Quando eles se conhecem em uma agência dos correios, parece que o universo está mandando um recado claro. Bem, talvez não tão claro assim, já que os dois acabam tomando rumos diferentes sem ao menos saberem o nome ou telefone um do outro.

Em meio a encontros e desencontros — sempre embalados por referências a musicais e à cultura pop —, Ben e Arthur se perguntam: e se a vida não for como os musicais da Broadway e os dois não estiverem destinados a ficarem juntos? Mas e se estiverem? Aos poucos, eles percebem que às vezes as coisas não precisam ser perfeitas para darem certo e que os planos do universo podem ser mais surpreendentes do que eles imaginam.

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Depois de 2 livros (Molly e Leah) que não me agradaram tanto, Becky Albertalli volta com um hype igualmente alto e dessa vez dividindo a história com o ídolo Adam Silvera, sinceramente eu não esperei muita coisa pelo histórico da autora mas fui surpreendido positivamente.

Uma trama simples mas bem construída com forte base em comédias românticas e musicais, prende desde o início com personagens cativantes e uma chuva de referências a cultura pop.
Claro que também são explorados vários problemas, dilemas da adolescência, as dificuldades de ser gay numa cidade como Nova York, separação de pais e coisas do tipo. Confesso que os dramas de Ben e Arthur são MUITO "white girl problems" e não consegui levar a sério, porém já passei por isso e faz todo sentido quando se tem 16~17 anos.

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Também vale citar o universo utópico de Becky que aqui ganha toques mais reais onde vemos casos de homofobia e falta de dinheiro em um dos personagens. A estética da amizade perfeita continua sendo explorada, e isso me dá uma preguiça sendo bem sincero... Dramas bem rasos acerca de fulano que não fala mais comigo porque não respondi uma mensagem ou algo parecido e superficial, ao mesmo tempo que a história amadurece com o passar das páginas entregando um final inesperado, bonito e aceitável deixando o coração quentinho com aquela sensação boa de felicidade.
Um assunto pertinente abordado nesse livro foi o relacionamento abusivo de Ben com Hudson, onde o menino simplesmente deixou de estudar por causa do namorado. Absurdo.

O livro é permeado de bom humor, positividade e um clima muito agradável de férias nos deixando íntimos dos personagens, não duvido se tiver continuação e/ou virar filme. Na lista de lançamentos da autora para mim esse é o segundo melhor ficando atrás apenas de Simon que ainda continua sendo meu queridinho.

Das referências mais notáveis estão como sempre Harry Potter, dessa vez eles exploraram o mundo dos musicais então temos Hamilton, Dear Evan Hansen, Wicked e muitos outros, várias séries de TV como Friends, e filmes clássicos-cult que só ouço falar mas os personagens são fanáticos. Ainda tem espaço para música pop com Ariana Grande, Lady Gaga, Elliot Smith, dentre outros.

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Gostei bastante, a impressão é que Adam contrabalanceou a doçura excessiva de Becky e deu muito certa essa parceria pois a autora se perde em referências, fanfics e amizades deixando a maioria de seus livros cansativos, o que não foi o caso desse. Recomendo muito para quem tá nessa faixa etária dos 15 anos por ser uma narrativa contagiante, que fará muito sentido e com certeza irá ter muita identificação com as situações descritas pelos personagens ainda mais se estiver no processo de descoberta.

Leva 4 estrelas, faltou pouco pra se tornar favorito mas ainda assim quero filme dele em breve.

Quotes:

Términos provam que nunca se deve estragar o círculo de amizades com namoros.

Eu simplesmente não era bom o suficiente para lembrá-lo de que o amor poderia ser uma coisa boa. 

Tudo que parece natural requer muito esforço.

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