Fala galerinha, tudo bem? Hoje tem um dos lançamentos mais esperados do ano, a continuação direta de Simon vs a Agenda Homossapiens, preparados?!
Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes.
Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia.

No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece.
E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

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Desde o anúncio de que Simon teria uma continuação que venho criando expectativas em cima desse livro, adiei um pouco a leitura com certo receio por conta de Os 27 Crushes de Molly e vi que não foi uma decisão errada pois continua na mesma vibe, só que esse tá ainda mais "leve".

Há semelhanças do livro anterior (Molly) onde as protagonistas até se parecem em alguns aspectos, mas Leah é o tipo de adolescente chata, pedante, que só a opinião dela importa e depois fica chorando pelos cantos por não ter amigos ou um namorado. A menina já começa o livro reclamando, o que não acho ruim, por um momento pensei "nossa, vai ser um Apanhador no Campo de Centeio" porém estava muito errado.


O livro foca nas relações de amizade dela, na questão do último ano escolar, as escolhas de faculdade e para não dizer que tem representatividade aparece uma bissexualidade onde apenas a mãe da protagonista sabe e aceita muito tranquilamente, nem mesmo Simon, dito o melhor amigo dela sabe dessa condição.
Sinceramente foi difícil encarar a leitura pois a autora pegou leve demais, não tem um motivo maior por aqui, o que acompanhamos é o dia a dia de adolescentes onde o maior dos problemas é "abandonar os amigos" pois vão pra uma faculdade longe, e daí ela eleva o nível de drama de um jeito que até você termina comprando a ideia...
Ainda tem o plus de Simon aparecer toda hora fazendo uma espécie de fan service do "universo" Albertalliano, o que não é ruim, mas enjoa.

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Pareceu mais um chick-lit empoderado do que uma obra de Becky Albertalli, apesar de que desde Simon ela vem "errando" nos livros e os deixando sem sentido, talvez até fúteis e rodeados de clichês, coisa que a protagonista desse aqui odeia. Me lembrou muito o estilo de David Levithan que segue essa mesma linha utópica em seus livros.

Deixando um pouco de lado os problemas que tive com o livro vamos aos pontos fortes: Algumas críticas em relação ao racismo, MUITAS referências a cultura pop principalmente a livros tais como Harry Potter, All American Boys, The Hate U Give dentre outros; a valorização da amizade e o aspecto das relações entre os personagens; narrativa leve, capítulos curtos e divertidos.

É um livro bom, mas talvez eu esteja cansado dessa utopia que a autora tanto preza em seus livros onde o mundo é colorido, todo mundo se aceita e se ama e o maior dos problemas é levar um pé na bunda do ex. Talvez eu estivesse esperando outra coisa, mas não deu para me identificar nem um pouco com a trama, ainda assim leva 3 estrelas pela construção e a escrita que embora não tenha me agradado tanto, tem seus méritos.


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