E aí galerinha, tudo bem? Continuando na onda dos livros com personagens problemáticos, o de hoje vem com temas sérios, como luto, abuso e conflitos familiares, preparados?!



Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu.
Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora.

Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado.

Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

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Faz MUITO tempo que esse livro tá na minha lista de leitura e só agora, 4 anos depois é que resolvo encará-lo por assim dizer. Laurel é uma adolescente porém o jeito que a autora escolheu para construir a personalidade dela temos a impressão de na verdade se tratar de uma criança. Inocente demais para quem tá no 3 ano do Ensino Médio, chata algumas vezes se culpando pela morte da irmã, repetitiva e muitas vezes não convence; a autora criou um mistério em torno da personagem, um acontecimento "horrível" que ela não consegue tocar no assunto, mas quando se revela nem é isso tudo.

Por outro lado os temas abordados aqui são muito bons, o principal deles a questão do luto, depressão, problemas com a família (separação dos pais), sexualidade (as meninas estão se descobrindo) e cenas de abuso sexual até detalhadas que fazem o estômago revirar. Por serem muitos temas abordados um ou outro é tratado com superficialidade mas ainda assim vale a pena a mensagem que ela quis nos passar.


É impossível não comparar nem sentir que o livro foi inspirado em As vantagens de ser Invisível, até mesmo na estrutura, a diferença é que Charlie como narrador nos convence mais, sofre mais e você consegue se identificar melhor com ele. Para mim faltaram tragédias nesse livro, em alguns momentos até torci (e pensei) que Laurel cometeria um suicídio, mas passou longe. Sem falar que a partir da metade começa a ficar cansativo aquilo tudo, ela começa a fazer um diário falando das amigas na escola, lamentando a morte da irmã se culpando, e tudo o mais, bastante cansativo.

A mensagem final de união é bem desenvolvida, a última carta também é linda e fez valer o esforço, não que o livro seja ruim, mas estava ficando repetitivo demais. Tem passagens marcantes e muito clichê, também aborda a questão das amizades, o que acho muito bacana nesse tipo de livro porém outro "problema" aqui é que as coisas acontecem muito fácil na vida da protagonista fazendo com que o drama dela seja deixado de lado e assim temos uma interpretação errada daquela tristeza, dando a impressão de "mimimi".

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Leva 3 estrelas pelas referências diretas a cultura pop, indicações principalmente musicais, poemas e alguns livros podem ser dissecados e aproveitados na obra. Mas no geral achei um livro leve, longe do que estive esperando por tanto tempo.


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