Olá galerinha, tudo certo com vocês? O ritmo de leitura por aqui felizmente tá frenético e pretendo continuar trazendo novidades para vocês dessa maneira pelo menos até o fim do ano, preparados para a sequência mais aguardada do ano?
Samuel está a caminho de Roma para encontrar seu filho, Elio, agora um pianista renomado. O acaso, no entanto, se encarrega de adiar a reunião familiar e faz com que Samuel desembarque na cidade eterna acompanhado de um novo amor e cheio de planos para novas temporadas em sua casa de veraneio.

Elio logo se muda para Paris, onde vive mais um romance, enquanto Oliver, agora pai de família e professor na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, cogita enfim cruzar de novo o Atlântico. O que o move inesperadamente são os primeiros acordes de uma música que o transporta no tempo para dias de idílio na Itália.

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Mais um livro o autor que amo e odeio e os motivos ficarão cada vez mais claros no decorrer desse texto. É inegável que a prosa de Aciman é linda, ele floreia coisas banais, puros clichês e os torna verdadeiras maravilhas para nosso deleite, juntamente com os poréns.

Esse livro é dividido em 4 partes sendo a primeira a maior delas, gostei do foco no pai do protagonista, uma abordagem inesperada se tratando de uma continuação e considerando que os leitores queriam saber LOGO sobre Oliver. Gostei do desenvolvimento,, os personagens são "reais" e mesmo com as divagações acerca da vida ele consegue nos prender e entrega uma história comovente até.

Na segunda parte temos Elio conhecendo outro cara, se apaixonando perdidamente, e toda aquela familiaridade de Me Chame pelo seu Nome. Sim, tudo se repete até o momento dele citar Oliver ao seu então atual namorado, e decidir ir atrás dele novamente.

Meu problema mesmo foi com a terceira parte onde Paul, um personagem de Variações Enigma aparece na trama e o autor perde as estribeiras. O autor nos introduz ao poli amor, a quebra de amarras, a terra da liberdade, mas imagine uma "sugestão" dessas aliada ao ritmo cheio de enfeites do autor: não deu certo. Ficou extremamente forçado mesmo se tratando de um capítulo pequeno é uma parte difícil de digerir.
Também tive problemas em algumas partes em que ele faz questão de Elio desejar homens e mulheres - ao mesmo tempo, até que chega no ápice em uma cena e pensei estar lendo Sade ao invés de Aciman.

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A última parte é a aclamada continuação que tem cerca de 10 páginas e nos mostra de fato a quantas anda a relação de Elio e Oliver. Infelizmente não posso continuar falando sobre pois o spoiler é grande, só adianto que a tão esperada continuação se encontra aqui.

Mais uma vez André Aciman vem tentar nos ensinar a amar, dando ênfase aos amores de verão, aquela mensagem de que pessoas muitas vezes aparecem em nossas vidas de passagem, não se apegue seja livre, viva a liberdade!!!

Outro aspecto notável é o padrão nas relações que ficou bem claro aqui: o casal sempre é formado por alguém muito novo, o mais velho tem o dobro da idade e age com intenções paternais/dominantes cuidando do parceiro mais novo, sem nunca esquecer das lições de moral do tipo "a sua geração" e coisas do tipo.

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A intensidade é algo a ser admirado nessas páginas visto que todos sem exceção se jogam de cabeça no amor, não existem limites além de todos serem bem entendidos o que nos deixa com o coração quentinho e dita o "awwwwn" durante a leitura. Mesmo se tratando de pessoas que se conheceram no fim de semana tudo acontece muito rápido e mesmo assim não é apressado, tudo aqui acontece no seu tempo.

Sendo assim leva 3 estrelas, foi uma leitura interessante, inspiradora na questão da escrita mas com alguns probleminhas. Quando forem ler tentem não criar expectativas.

Quotes:

Eu poderia ter perdido nosso trem e nunca sabido o quanto estava morto durante toda minha vida.

Mas quem é que arruma tempo para conhecer os pais a fundo, de verdade?

O tempo é sempre o preço que pagamos pela vida não vivida.

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