E aí galerinha, tudo certo com vocês?! A dica de hoje vem acompanhada de série na Netflix e trata de um massacre escolar, tema que está sempre em voga e chama muito minha atenção, preparados?

A vida de Maja Norberg parecia incrível: ela era jovem, bonita, inteligente e popular. Nada iria dar errado. Até que houve o tiroteio na escola: seu namorado e sua melhor amiga estão mortos e ela é a única acusada dos crimes.
Maja não consegue refazer mentalmente os caminhos que a colocaram nessa situação, mas uma coisa é certa: ela é a adolescente mais odiada da Suécia.

Após nove meses na prisão, é hora do julgamento. Os advogados estão usando todos os recursos possíveis para provar sua inocência, mas a promotoria, a mídia e os olhares de todos à sua volta nitidamente desejam o oposto.
Narrado do ponto de vista de Maja, que trata o leitor como um confidente, Areia movediça entrelaça as memórias da garota a um cenário de tensão racial e econômica que, aos poucos, ajuda a revelar as peças de um surpreendente quebra-cabeças.

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O livro é narrado em primeira pessoa na perspectiva de Maja, como um diário e desde o início é permeado de tensão, um certo mistério sobre o ocorrido que aos poucos vamos descobrindo juntando as peças que Maja nos dá em meio aos flashbacks, onde também conhecemos a história da família dela, o histórico com o namorado suicida, e todo o seu círculo de amigos.

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A autora conseguiu explorar bem o mundo da alta sociedade onde a hipocrisia reina, preconceitos em relação a cor, situação financeira dentre outros absurdos que são facilmente esquecidos quando o filho do homem mais rico da cidade está ao seu lado.
Sebastian era um inconsequente, depressivo, com tendências suicidas, abusava das drogas mas tudo isso tem um motivo: o histórico familiar por trás disso tudo, a falta de atenção dos pais, e a revolta dele por isso; a autora nos mostra que não adianta ter tudo sem o apoio familiar.

Relacionamento abusivo, famílias desfuncionais, adolescentes problemáticos descontando as frustrações em festas regadas a muito álcool e drogas, pais ausentes, discriminação racial... Será mesmo ficção?!
Dá para traçar um paralelo com o atentado de Columbine que aliás tem muitas semelhanças, ainda Realengo e o massacre brasileiro mais recente o de Suzano. Aí que se levanta a questão: desde quando é culpa da escola? O livro mostra que pais ausentes ajudam a criar os monstrinhos autores desses incidentes.

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Apesar dela usar daquele recurso de "não confie no que ela diz" isso se mostra apenas um truque muito bem feito para nos deixar ainda mais tensos. É muito fácil julgar as pessoas sem conhecê-las, essa é uma das mensagens do livro. A parte "jurídica" da trama teria tudo para ser um tédio mas pelo contrário, até nos julgamentos a escrita nos prende pois é lá onde tudo acontece, onde ficamos sabendo do passado e tudo o mais, foi um livro que me prendeu do início ao fim sem sombra de dúvidas.

A melhor parte é que o livro virou série e tá nada menos que SENSACIONAL! Houveram leves mudanças mas a estrutura geral da história permanece a mesma, sério, tá muito boa.



Não tenho nem o que falar mais desse livro, foi tudo o que eu esperava e mais um pouco com uma narrativa fluída, tensa um tema pesado e vários segredos revelados no decorrer de tudo. Perfeito, e leva 5 estrelas!


Quotes:

Tudo que acontece está conectado ao que aconteceu no passado, como elos em uma corrente.

Dinheiro é mais fácil de entender do que toda a conversa filosófica sobre o valor absoluto de uma vida humana.

Sebastian precisava de mim, mas eu não significava nada para ele.


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