Olá galerinha, tudo bem?! Para começar o mês com tudo, nada melhor que uma história cheia de imaginação, cativante, daqueles livros que a gente sai recomendando pra todo mundo, não é mesmo?!

Matadouro 5, obra-prima do norte-americano Kurt Vonnegut, conta a tentativa de um ex-soldado americano que lutou na Segunda Guerra Mundial e que assistiu ao bombardeio da cidade de Dresden de escrever sobre a experiência da guerra.
O personagem por ele criado, Billy Pilgrim, é um americano bem de vida e interiorano que viaja no tempo, para outros planetas, e revisita diversos momentos da sua própria vida – sendo o ponto crucial da sua existência o episódio em que foi feito prisioneiro durante a Segunda Guerra, quando vivenciou o bombardeio da cidade alemã, em que morreram 135 mil pessoas – o dobro de mortes causadas pela bomba de Hiroshima.

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De longe o livro mais inusitado com o qual já me deparei, uma narrativa única por misturar ficção e autobiografia, fórmula que deu muito certo e até onde eu lembre meu primeiro contato com algo desse tipo. Temos como plano de fundo um cenário tenso, um tema pesado (a guerra) mas que o autor com muita imaginação nos conta seus relatos de soldado raso apoiado numa narrativa ficcional extremamente engraçada, criando um personagem caricato, cheio de fraquezas e altamente vulnerável a tudo deixando tudo ainda mais sarcástico.

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Os elementos fantásticos ajudam a deixar a narrativa mais leve, o fato dele não detalhar os horrores da guerra foi uma ótima escolha, dá para ficar sabendo o que está acontecendo sem apelar para imagens sangrentas no campo de batalha. A parte da ficção científica (as viagens no tempo) foi muito bem explorada e construída, de modo que não há como o leitor se perder ou se confundir, ele conseguiu criar um "caos organizado" se é que vocês me entendem, tudo isso de forma sutil sem precisar ficar avisando quando era sonho ou viagem temporal. Apenas sensacional.

Há quem considere o livro mais como experimental e diga que a história em si seja fraca, talvez, pode ate ser, mas gostei TANTO do estilo narrativo que sou suspeito a dar uma opinião sobre. Não é atoa que os personagens de John Green volta e meia aparecem lendo Vonnegut, sem falar nas referências que encontramos em séries de TV como Lost e Gilmore Girls só para citar algumas.

É um estilo que me lembrou bastante Douglas Adams, Neil Gaiman e Terry Pratchett, a tríade do humor britânico, pois as sacadas envolvendo críticas a sociedade tem o mesmo teor, mas acho que Kurt consegue ser ainda mais debochado que os três juntos, levantando temas como vida após a morte, existência de vida em outros planetas e no meio disso um exército de personagens únicos bem caricatos a realidade militar.

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Impossível dar menos de 5 estrelas e não favoritar uma obra dessas. Fica um pouco difícil falar sobre a história em si sem entregar alguma surpresa, tem muita coisa pra ser explorada e prefiro deixar isso com vocês. Mas GARANTO que será uma experiência única a leitura desse livro!



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